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PARASITAS NOS CÃES

25 de Dezembro de 2017


Parasitas em cães,  são muito comuns e nós devemos tomar precauções extras. A partir de duas semanas de vida devemos vermifugar os filhotes. Eles são mais vulneráveis e é mais perigoso para eles uma infestação de parasitas. Também precisamos nos atentar para que os filhotes não entrem em contato com outros animais, se eles não tiverem sido vacinados ainda. 


Mas mesmo se os filhotes forem vacinados, também podem ser contaminados por parasitas, por isso é muito importante diferenciá-los para combatê-los, e para que não fiquem doentes.


Você deve saber que existem parasitas internos e externos, então separamos à você os parasitas mais comuns em animais:


 


Berne


O que é - O Dermatobiahominis é uma larva biontófaga, ou seja, que se alimenta de tecido vivo. É um parasita periódico, que forma nódulos cuja evolução da larva causa grande estresse nos animais.  O ciclo biológico tem duração de 35 a 40 dias. A larva de Dermatobiahominis atinge bovinos, cães e o homem. Com menor frequência, também atinge felinos, ovinos e, muito raramente, equinos.


Como é transmitido - A transmissão acontece através de outro tipo de mosca, chamada de veiculadora ou vetora. Ela pode ser do tipo hematófaga, como a mosca-dos-estábulos, ou lambedora, como a mosca doméstica. Os ovos são depositados em pleno voo, quando vários deles, formando um cacho, são depositados pela berneira sobre a veiculadora.


Consequências - O parasita causa a formação de nódulos avermelhados que, com o calor e o ato de coçar, se transformam em úlceras. Essas favorecem o surgimento de bicheiras secundárias e invasões bacterianas, com pus e abscessos.


O movimento das larvas incrustadas na pele provoca dor, inquietação e irritação. Com isso, o animal não descansa, acaba deixando de se alimentar e perde peso.


Controle - É feito através da eliminação de focos de insetos vetores, como a mosca doméstica e o mosquito.


 


Carrapato


Carrapatos são parasitas externos, artrópodes, pertencentes à Ordem Acarina, que se alimentam do sangue do hospedeiro. O carrapato se fixa à pele do animal, de preferência onde ela é mais fina.


Existem vários mecanismos através dos quais o carrapato pode provocar doença ou lesão no hospedeiro:



  • Lesões pela ação das suas peças bucais na pele.

  • Efeitos tóxicos, pois a saliva do carrapato contém neurotoxinas que podem causar paralisia.

  • A ingestão de grandes quantidades de sangue pode levar à anemia e a um estado de fraqueza.

  • Transmissão de outras doenças causadas por protozoários, bactérias e vírus

  • Consequências - O animal pode apresentar febre, falta de apetite, apatia, inchaços nas articulações, urina escura e anemia hemolítica. Além disso, o carrapato transmite as seguintes doenças e zoonoses:


Erliquiose: causada pelo Ehrlichia canis e outras espécies.


Babesiose: causada pelo Babesia canis.


Doença de Lyme: causada pelo BorreliaBurgdorferi


Febre maculosa: Rickettsiarickettsii


Anemia: quando o animal apresenta alta infestação


Controle: A melhor maneira de prevenir essa doença é evitando os carrapatos.  Uma maneira simples e eficaz é manter a grama do jardim sempre curta, para evitar que carrapatos se escondam por baixo das folhas. Outra forma eficaz é a aplicação da “lança chamas” nos muros, canis, chão etc., pois elimina todas as fases do carrapato: ovos, larvas, ninfas e adultos. Para desparasitar o cachorro existem vários métodos: pós, sprays, banhos, coleiras anti-parasitas, medicamentos orais.


 


Mosca Doméstica


O que é - Conhecida cientificamente por Musca domestica, esse inseto mede de 6 a 8 mm e alimenta-se de substâncias líquidas doces e de materiais de origem animal, como, fezes, urina, suor,pus e sangue. A mosca deposita suas larvas em materiais orgânicos em decomposição, substância da qual também se alimenta.


Consequências - Por disseminar grande número de agentes patogênicos, como vírus, bactérias, esporos de fungos, cistos de protozoários e ovos de helmintos, as moscas transmitem agentes que causam diversas doenças. Esses agentes são carregados no tubo digestivo da mosca, em suas patas e asas e nos pelos existentes pelo corpo, sendo depositados posteriormente em alimentos, louças, talheres, mamadeiras, comedouros e bebedouros.


Controle - O combate à mosca é feito com medidas simples, como proteger os alimentos, cobrindo-os totalmente, e manter a limpeza dos ambientes. As moscas adultas podem ser exterminadas com inseticidas. Já larvas e criadouros podem ser combatidos por meio da coleta regular de lixo e da utilização de produtos larvicidas.


 


 


Pulga


São parasitas que atacam cães e gatos e que pertencem, respectivamente, ao gênero Ctenocephalides canis e Ctenocephalidesfelis. Ficam escondidas no pelo do animal, sendo que somente as adultas são parasitas. Apenas uma pulga coloca cerca de 2 mil ovos em todo o ambiente, principalmente em carpetes, frestas e cantos.


O ciclo da pulga é relativamente curto. O inseto adulto põe os ovos, que se transformam em larvas. Essas evoluem para a forma de pupa, que então se transforma em uma pulga adulta, reiniciando o ciclo. As pulgas são ativas durante todo ano, mas como o calor propicia a reprodução, as infestações se tornam mais comuns no verão.


Consequências - A pulga causa lesões na pele que tornam o animal mais predisposto a infecções cutâneas. Além disso, o animal se coça e se morde insistentemente, o que o faz arranhar a pele e arrancar os pelos. A pulga também causa diversas doenças e zoonoses. Conheça as mais comuns:


 


Dermatite Alérgica à Picada de Pulga – DAPP:é o tipo mais comum de hipersensibilidade cutânea em cães e de dermatite miliar felina. É uma doença que causa muita coceira, consequência da sensibilização do sistema imune do hospedeiro à saliva da pulga. A maioria dos casos ocorre em animais com mais de 2 anos, sendo rara em animais com menos de 6 meses de idade. A incidência da doença é maior em animais que já são alérgicos. Mas manifestações alérgicas, como a atopia, podem ser agravadas pela ação das pulgas. 


A coceira causada pela DAPP é moderada ou severa, com lesões típicas como pápulas, eritema, crostas, alopecia e liquenificação.  A lesão na região lombosacral é característica. Os gatos geralmente apresentam lesões generalizadas do tipo pápulopustulas, conhecida por dermatite miliar.


 


Tênia(Dipylidiumcaninum): atinge cães e gatos. A pulga libera o parasita ao picar o animal, que passa a se desenvolver no intestino.


Peste bubônica: causada pela bactéria Yersiniapestis.


Controle – É indispensável o cuidado não só com o animal, mas com o ambiente, já que 95% das pulgas ficam no local em que o cão e o gato parasitado vivem. Fazer a dedetização periódica de todo o ambiente é essencial para eliminar esse parasita, bem como usar inseticidas e vermífugos, sabonetes, xampus, talcos e sprays específicos.


 


Vermes


O que é - Os vermes que atingem os cães são classificados em redondos (gastrintestinais e pulmonares), chatos alongados (em forma de fita) e chatos curtos (em forma de folha). Local, época do ano, condições climáticas e cuidados com os animais são fatores que influenciam no surgimento das verminoses.


Como acontece a transmissão - Os vermes podem ser transmitidos pela mãe, durante a gestação e a lactação; entre os próprios animais; ou em contato direto com ovos ou larvas eliminados pelas fezes, e que podem permanecer no ambiente.


Sintomas - O animal tem fezes amolecidas com sangue, olhar triste e abdome abaulado, parecendo que está gordinho. Também é comum o animal arrastar o bumbum no chão e a presença de vermes nas fezes, parecidas com sementes de pepino ou grãos de arroz, que inclusive podem ficar na região anal.


Consequências - Perda de peso e fraqueza, menor absorção e digestão dos nutrientes, perda de sangue e proteínas, falta de apetite, atraso no crescimento, diarreia, vômito, pelos sem brilho e eriçados. A falta de tratamento adequado pode levar o animal à morte, principalmente se for filhote.


Controle - O esquema de vermifugação a seguir é uma sugestão para deixar seu cão livre de verminoses.


Fêmeas em reprodução: devem ser vermifugadas antes do acasalamento e 10 dias antes do parto.


Filhotes: devem receber vermífugo antes da 1ª dose da vacina, a partir dos 30 dias de idade, com uma dose de reforço 2 a 3 semanas após.


Cães adultos: administrar o vermífugo a cada 3 ou mais meses. O período depende da rotina do animal e do ambiente onde ele vive.


Lembre-se:


Não administre vermífugos por conta própria. Um médico veterinário sabe indicar corretamente o melhor medicamento.


 


A prevenção começa na conscientização. Ao passear com seu animal, leve uma sacola plástica ou luva descartável para recolher as fezes, evitando a autocontaminação, o que pode causar uma séria verminose.


 


Piolho


O que é - São insetos sem asas, picadores e sugadores de sangue. A espécie Linognatussetosus é mais frequente em cães, enquanto que a Felicolasubstratu geralmente é encontrada em gatos. Existem também falsos piolhos, que são mordedores e mastigadores de pelos, comuns em cães.


Transmissão - Os ovos necessitam de 4 a 14 dias para completar a incubação. Todo ciclo evolutivo dos piolhos acontece no hospedeiro e a transmissão ocorre através do contato direto ou indireto, ou seja, através de objetos infestados.


Consequências - A infestação por piolhos causa desenvolvimento agudo de coceira, especialmente na região atrás da orelha e ao redor dos orifícios corpóreos, mas podem ser encontrados em todo o corpo do animal. Se for muito intensa, pode ocasionar escoriações extensas e infecção bacteriana secundária. Nos casos de infestação por piolhos verdadeiros pode haver o desenvolvimento de anemia. Em gatos pode ocorrer mudança de temperamento, perda de apetite e autolesão, quando o animal busca aliviar a dor.


Controle - O combate é feito através do uso de inseticidas no ambiente infestado.


 


Sarnas mais comuns


Os tipos mais comuns são a demodiciose, a escabiose e a sarna otodécica. Como forma de controle, é necessário pulverizar os ambientes infectados com inseticidas e separar os animais infestados dos animais sadios.


 


Demodiciose


O que é - É causada pelo ácaro Demodex canis, nos cães, e pelo Demodexcati nos gatos. A proliferação intensa em gatos é bastante rara. Já na pele dos cães o parasita é facilmente encontrado, mas em menor número.O Demodex canis alimenta-se da secreção sebácea e das células epiteliais dos folículos pilosos.


Transmissão - Não é uma zoonose. São transmitidos da mãe para os filhotes durante o período de amamentação. A proliferação dos ácaros, bem como a dermatose resultante, só ocorre em casos de queda de imunidade.


Consequências - A demodiciose pode ser encontrada em dois padrões básicos, causando diversos problemas:


Localizada - caracterizada por pequenas lesões focais regionais, tipicamente com eritema leve a moderado, alopecia parcial e graus variados de seborreia.


Generalizada: pode ser dividida em juvenil – encontrada em cães com menos de 1 ano -, adulta e na forma de pododermatite. Esta última pode ser muito grave, caracterizada por lesões como eritema, alopecia, crostas, seborreia e exsudação. A presença de pioderma secundária é bastante comum, com a formação de pápulas e pústulas como resultado de infecção bacteriana. Também pode ocorrer o desenvolvimento de bolhas com pus e diversos furúnculos.


 


Escabiose


No cão, a escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptesscabei, enquanto que no gato pelo ácaro Notoedrescati.


Transmissão - Os dois tipos são transmitidos por contato direto, atingindo animais de qualquer raça, sexo ou idade. Também podem atingir seres humanos, sendo a doença passageira. Estes parasitas escavam túneis cutâneos na velocidade de 2 a 3 mm por dia. Depois da eclosão dos ovos, a formação de um novo parasita adulto leva em torno de 10 a 14 dias.


Consequências - A doença provoca reação intensa de hipersensibilidade, alopecia, crostas, escoriações e lesões maculopapulares muito eritematosa, com prurido bastante intenso. As crostas podem ser mais evidentes nas margens da orelha externa e no cotovelo. Casos crônicos causam hiperpigmentação e liquenificação.


 


Sarna Otodécica


O ácaro Otodectescynotis é bastante frequente. Ele causa grave inflamação no ouvido do animal, caracterizada por prurido e pela presença, no conduto auditivo, de secreção de cor marrom brilhante. Os ácaros são visíveis através de um exame específico, a otoscopia, com pequena magnificação. A confirmação do diagnóstico é feita pelo exame de material colhido do conduto auditivo do animal. Algumas vezes a ação facilita a colonização de bactérias, originando otites purulentas.


Consequência - O animal coça as orelhas e os ouvidos de forma intensa, podendo ocorrer severos danos devido à automutilação.



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