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DICAS E INFORMAÇÕES | Cães

Saúde

Parasitas nos cães

Os cães também são atingidos por parasitas. Conheça os mais comuns.

 

Berne

O que é - O Dermatobiahominis é uma larva biontófaga, ou seja, que se alimenta de tecido vivo. É um parasita periódico, que forma nódulos cuja evolução da larva causa grande estresse nos animais.  O ciclo biológico tem duração de 35 a 40 dias. A larva de Dermatobiahominis atinge bovinos, cães e o homem. Com menor frequência, também atinge felinos, ovinos e, muito raramente, equinos.

Como é transmitido - A transmissão acontece através de outro tipo de mosca, chamada de veiculadora ou vetora. Ela pode ser do tipo hematófaga, como a mosca-dos-estábulos, ou lambedora, como a mosca doméstica. Os ovos são depositados em pleno voo, quando vários deles, formando um cacho, são depositados pela berneira sobre a veiculadora.

Consequências - O parasita causa a formação de nódulos avermelhados que, com o calor e o ato de coçar, se transformam em úlceras. Essas favorecem o surgimento de bicheiras secundárias e invasões bacterianas, com pus e abscessos.

O movimento das larvas incrustadas na pele provoca dor, inquietação e irritação. Com isso, o animal não descansa, acaba deixando de se alimentar e perde peso.

Controle - É feito através da eliminação de focos de insetos vetores, como a mosca doméstica e o mosquito.

 

Carrapato

Carrapatos são parasitas externos, artrópodes, pertencentes à Ordem Acarina, que se alimentam do sangue do hospedeiro. O carrapato se fixa à pele do animal, de preferência onde ela é mais fina.

Existem vários mecanismos através dos quais o carrapato pode provocar doença ou lesão no hospedeiro:

  • Lesões pela ação das suas peças bucais na pele.
  • Efeitos tóxicos, pois a saliva do carrapato contém neurotoxinas que podem causar paralisia.
  • A ingestão de grandes quantidades de sangue pode levar à anemia e a um estado de fraqueza.
  • Transmissão de outras doenças causadas por protozoários, bactérias e vírus
  • Consequências - O animal pode apresentar febre, falta de apetite, apatia, inchaços nas articulações, urina escura e anemia hemolítica. Além disso, o carrapato transmite as seguintes doenças e zoonoses:

Erliquiose: causada pelo Ehrlichia canis e outras espécies.

Babesiose: causada pelo Babesia canis.

Doença de Lyme: causada pelo BorreliaBurgdorferi

Febre maculosa: Rickettsiarickettsii

Anemia: quando o animal apresenta alta infestação

Controle: A melhor maneira de prevenir essa doença é evitando os carrapatos.  Uma maneira simples e eficaz é manter a grama do jardim sempre curta, para evitar que carrapatos se escondam por baixo das folhas. Outra forma eficaz é a aplicação da “lança chamas” nos muros, canis, chão etc., pois elimina todas as fases do carrapato: ovos, larvas, ninfas e adultos. Para desparasitar o cachorro existem vários métodos: pós, sprays, banhos, coleiras anti-parasitas, medicamentos orais.

 

Mosca Doméstica

O que é - Conhecida cientificamente por Musca domestica, esse inseto mede de 6 a 8 mm e alimenta-se de substâncias líquidas doces e de materiais de origem animal, como, fezes, urina, suor,pus e sangue. A mosca deposita suas larvas em materiais orgânicos em decomposição, substância da qual também se alimenta.

Consequências - Por disseminar grande número de agentes patogênicos, como vírus, bactérias, esporos de fungos, cistos de protozoários e ovos de helmintos, as moscas transmitem agentes que causam diversas doenças. Esses agentes são carregados no tubo digestivo da mosca, em suas patas e asas e nos pelos existentes pelo corpo, sendo depositados posteriormente em alimentos, louças, talheres, mamadeiras, comedouros e bebedouros.

Controle - O combate à mosca é feito com medidas simples, como proteger os alimentos, cobrindo-os totalmente, e manter a limpeza dos ambientes. As moscas adultas podem ser exterminadas com inseticidas. Já larvas e criadouros podem ser combatidos por meio da coleta regular de lixo e da utilização de produtos larvicidas.

 

 

Pulga

São parasitas que atacam cães e gatos e que pertencem, respectivamente, ao gênero Ctenocephalides canis e Ctenocephalidesfelis. Ficam escondidas no pelo do animal, sendo que somente as adultas são parasitas. Apenas uma pulga coloca cerca de 2 mil ovos em todo o ambiente, principalmente em carpetes, frestas e cantos.

O ciclo da pulga é relativamente curto. O inseto adulto põe os ovos, que se transformam em larvas. Essas evoluem para a forma de pupa, que então se transforma em uma pulga adulta, reiniciando o ciclo. As pulgas são ativas durante todo ano, mas como o calor propicia a reprodução, as infestações se tornam mais comuns no verão.

Consequências - A pulga causa lesões na pele que tornam o animal mais predisposto a infecções cutâneas. Além disso, o animal se coça e se morde insistentemente, o que o faz arranhar a pele e arrancar os pelos. A pulga também causa diversas doenças e zoonoses. Conheça as mais comuns:

 

Dermatite Alérgica à Picada de Pulga – DAPP:é o tipo mais comum de hipersensibilidade cutânea em cães e de dermatite miliar felina. É uma doença que causa muita coceira, consequência da sensibilização do sistema imune do hospedeiro à saliva da pulga. A maioria dos casos ocorre em animais com mais de 2 anos, sendo rara em animais com menos de 6 meses de idade. A incidência da doença é maior em animais que já são alérgicos. Mas manifestações alérgicas, como a atopia, podem ser agravadas pela ação das pulgas. 

A coceira causada pela DAPP é moderada ou severa, com lesões típicas como pápulas, eritema, crostas, alopecia e liquenificação.  A lesão na região lombosacral é característica. Os gatos geralmente apresentam lesões generalizadas do tipo pápulopustulas, conhecida por dermatite miliar.

 

Tênia(Dipylidiumcaninum): atinge cães e gatos. A pulga libera o parasita ao picar o animal, que passa a se desenvolver no intestino.

Peste bubônica: causada pela bactéria Yersiniapestis.

Controle – É indispensável o cuidado não só com o animal, mas com o ambiente, já que 95% das pulgas ficam no local em que o cão e o gato parasitado vivem. Fazer a dedetização periódica de todo o ambiente é essencial para eliminar esse parasita, bem como usar inseticidas e vermífugos, sabonetes, xampus, talcos e sprays específicos.

 

Vermes

O que é - Os vermes que atingem os cães são classificados em redondos (gastrintestinais e pulmonares), chatos alongados (em forma de fita) e chatos curtos (em forma de folha). Local, época do ano, condições climáticas e cuidados com os animais são fatores que influenciam no surgimento das verminoses.

Como acontece a transmissão - Os vermes podem ser transmitidos pela mãe, durante a gestação e a lactação; entre os próprios animais; ou em contato direto com ovos ou larvas eliminados pelas fezes, e que podem permanecer no ambiente.

Sintomas - O animal tem fezes amolecidas com sangue, olhar triste e abdome abaulado, parecendo que está gordinho. Também é comum o animal arrastar o bumbum no chão e a presença de vermes nas fezes, parecidas com sementes de pepino ou grãos de arroz, que inclusive podem ficar na região anal.

Consequências - Perda de peso e fraqueza, menor absorção e digestão dos nutrientes, perda de sangue e proteínas, falta de apetite, atraso no crescimento, diarreia, vômito, pelos sem brilho e eriçados. A falta de tratamento adequado pode levar o animal à morte, principalmente se for filhote.

Controle - O esquema de vermifugação a seguir é uma sugestão para deixar seu cão livre de verminoses.

Fêmeas em reprodução: devem ser vermifugadas antes do acasalamento e 10 dias antes do parto.

Filhotes: devem receber vermífugo antes da 1ª dose da vacina, a partir dos 30 dias de idade, com uma dose de reforço 2 a 3 semanas após.

Cães adultos: administrar o vermífugo a cada 3 ou mais meses. O período depende da rotina do animal e do ambiente onde ele vive.

Lembre-se:

Não administre vermífugos por conta própria. Um médico veterinário sabe indicar corretamente o melhor medicamento.

 

A prevenção começa na conscientização. Ao passear com seu animal, leve uma sacola plástica ou luva descartável para recolher as fezes, evitando a autocontaminação, o que pode causar uma séria verminose.

 

Piolho

O que é - São insetos sem asas, picadores e sugadores de sangue. A espécie Linognatussetosus é mais frequente em cães, enquanto que a Felicolasubstratu geralmente é encontrada em gatos. Existem também falsos piolhos, que são mordedores e mastigadores de pelos, comuns em cães.

Transmissão - Os ovos necessitam de 4 a 14 dias para completar a incubação. Todo ciclo evolutivo dos piolhos acontece no hospedeiro e a transmissão ocorre através do contato direto ou indireto, ou seja, através de objetos infestados.

Consequências - A infestação por piolhos causa desenvolvimento agudo de coceira, especialmente na região atrás da orelha e ao redor dos orifícios corpóreos, mas podem ser encontrados em todo o corpo do animal. Se for muito intensa, pode ocasionar escoriações extensas e infecção bacteriana secundária. Nos casos de infestação por piolhos verdadeiros pode haver o desenvolvimento de anemia. Em gatos pode ocorrer mudança de temperamento, perda de apetite e autolesão, quando o animal busca aliviar a dor.

Controle - O combate é feito através do uso de inseticidas no ambiente infestado.

 

Sarnas mais comuns

Os tipos mais comuns são a demodiciose, a escabiose e a sarna otodécica. Como forma de controle, é necessário pulverizar os ambientes infectados com inseticidas e separar os animais infestados dos animais sadios.

 

Demodiciose

O que é - É causada pelo ácaro Demodex canis, nos cães, e pelo Demodexcati nos gatos. A proliferação intensa em gatos é bastante rara. Já na pele dos cães o parasita é facilmente encontrado, mas em menor número.O Demodex canis alimenta-se da secreção sebácea e das células epiteliais dos folículos pilosos.

Transmissão - Não é uma zoonose. São transmitidos da mãe para os filhotes durante o período de amamentação. A proliferação dos ácaros, bem como a dermatose resultante, só ocorre em casos de queda de imunidade.

Consequências - A demodiciose pode ser encontrada em dois padrões básicos, causando diversos problemas:

Localizada - caracterizada por pequenas lesões focais regionais, tipicamente com eritema leve a moderado, alopecia parcial e graus variados de seborreia.

Generalizada: pode ser dividida em juvenil – encontrada em cães com menos de 1 ano -, adulta e na forma de pododermatite. Esta última pode ser muito grave, caracterizada por lesões como eritema, alopecia, crostas, seborreia e exsudação. A presença de pioderma secundária é bastante comum, com a formação de pápulas e pústulas como resultado de infecção bacteriana. Também pode ocorrer o desenvolvimento de bolhas com pus e diversos furúnculos.

 

Escabiose

No cão, a escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptesscabei, enquanto que no gato pelo ácaro Notoedrescati.

Transmissão - Os dois tipos são transmitidos por contato direto, atingindo animais de qualquer raça, sexo ou idade. Também podem atingir seres humanos, sendo a doença passageira. Estes parasitas escavam túneis cutâneos na velocidade de 2 a 3 mm por dia. Depois da eclosão dos ovos, a formação de um novo parasita adulto leva em torno de 10 a 14 dias.

Consequências - A doença provoca reação intensa de hipersensibilidade, alopecia, crostas, escoriações e lesões maculopapulares muito eritematosa, com prurido bastante intenso. As crostas podem ser mais evidentes nas margens da orelha externa e no cotovelo. Casos crônicos causam hiperpigmentação e liquenificação.

 

Sarna Otodécica

O ácaro Otodectescynotis é bastante frequente. Ele causa grave inflamação no ouvido do animal, caracterizada por prurido e pela presença, no conduto auditivo, de secreção de cor marrom brilhante. Os ácaros são visíveis através de um exame específico, a otoscopia, com pequena magnificação. A confirmação do diagnóstico é feita pelo exame de material colhido do conduto auditivo do animal. Algumas vezes a ação facilita a colonização de bactérias, originando otites purulentas.

Consequência - O animal coça as orelhas e os ouvidos de forma intensa, podendo ocorrer severos danos devido à automutilação.



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